
28/5/1922 - Maputo 6/2/2003
O Poeta morreu.
A poesia chorou o homem
que a cantava
como a mãe terra chorou
o filho soldado que morreu
na guerra.
Lágrimas de sangue
chorou em silêncio o Poeta
no fragor da luta
rasgando o peito com as palavras,
mil balas
disparadas no interior do poema,
mostrando o coração
que falava de amor paz e liberdade.
O ódio não cabia nele.
Cantou o vermelho
das terras da savana
o verde
das arvores das matas
o amarelo
das asas dos pássaros
que livres cruzavam os céus
como ele cruzava as letras
da poesia dispersa no vento
e cantando
cantou a sua bandeira.
Negra é a dor da sua terra.
Chamava-se Craveirinha!
Não, Moçambique.
Mas Moçambique era pequeno demais.
Chamava-se África
o Poeta moçambicano.
E a África ficou mais pobre
porque o Poeta morreu!
(2005)
6 comentários:
Jim,
Foi ao meu blog dizendo-me para vir ao seu, aqui deixando a minha opinião, pedido que me honra. Estando em linha vim. Cá estou.
Devo dizer-lhe que quem me recebe com Craveirinha merece todo o meu respeito e admiração.
Deixe que lhe diga, amigo Jim (vou tratá-lo assim, posso?) que não foi África que ficou mais pobre, mas todo o mundo que ama a liberdade e a poesia.
Parece-me estar no inicio do seu "Viajante do Tempo". Continue. Na minha modesta opinião, vai muito bem.
Para o visitar com mais atenção, fico como seu seguir e vou linkar o seu blog.
Um forte abraço e obrigado por me ter pedido opinião.
Oi Jim, um grande poeta q ficou sendo um viajante do tempo, mas q jamais será esquecido.
Gostei do jeito de blogar.
mil beijinhos!
Lindo poema.
O desaparecimento de Craveirinha foi uma grande perda para África e para o mundo. Sempre gostei muito dele, como gosto de ler Mia Couto.
Gostei de o visitar, foi a primeira de muitas pois fiquei seu seguidor.
Um abraço
Jim
Lindo e sentido poema!
Bela homenagem.
Parabéns.
Paz e Luz sempre!
Um beijo, amigo.
...rsss. esse vou pesquisar e depois comento...
beijos então!
segui o apelo.gostei do caminho. obrigada viajante pela partilha de craveirinha.
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